Agentic Readiness: a TI ganhou um novo tipo de usuário
A TI corporativa está ganhando um novo tipo de usuário: agentes.
Agentic Readiness é preparar organizações, sistemas e operações para trabalhar com agentes de IA. O agente é a parte visível. O que decide se ele funciona numa grande empresa é o ambiente em volta: os sistemas que ele toca, os dados que ele lê e as regras que limitam o que ele faz.
Agentes deixaram de ser interface. Agora participam da operação
Quase todo sistema corporativo foi desenhado para uma pessoa do outro lado da tela. Com agentes, essa lógica muda: o agente consulta informação, executa tarefa, dispara processo e coordena atividades entre sistemas diferentes. Isso muda a arquitetura necessária para rodar IA em escala.

- Até aqui: pessoa → interface → sistema → processo.
- Com agentes: pessoas + agentes → sistemas → dados → processos.
Quando o piloto acaba: construir o agente é só uma parte do problema
Para colocar um agente em produção, alguém precisa responder perguntas que sempre foram da arquitetura, da segurança e da governança de TI (aprofundamos a última parte no artigo sobre governança de agentes):

- Identidade: quem é o agente dentro do ambiente corporativo?
- Permissões: quais sistemas, dados e ações ele pode acessar?
- Integração: como ele chega aos legados, às APIs e às aplicações?
- Governança: qual política define o que ele pode ou não executar?
- Observabilidade: como acompanhar o que ele decidiu e o que fez?
- Responsabilidade: onde termina a autonomia e começa a decisão humana?
A arquitetura ganha um novo tipo de usuário
Sistemas pensados para pessoas passam a ser usados também por agentes. Isso cria uma camada nova de requisitos:

- Sistemas: expor capacidades com segurança.
- Dados: acesso com contexto e governança.
- APIs & Tools: interação entre agentes e aplicações.
- Identidade & Acesso: autenticação, autorização e controle de privilégio.
- Governança: políticas, limites e responsáveis definidos.
- Observabilidade: rastro de cada decisão e de cada ação.
- Human-in-the-loop: uma pessoa decidindo nos pontos críticos.
- Legado: modernizar quando a arquitetura atual vira barreira.
O que é Agentic Readiness
Agentic Readiness é preparar o ambiente para o agente operar com segurança, governança, integração, observabilidade e escala. A gente não entrega só agentes: prepara a organização para operar com eles.
Agentic Readiness é a evolução da arquitetura que a empresa já tem, sem trocar tudo por uma plataforma nova.
A mudança atravessa todas as camadas da TI. O agente aparece na camada de cima, mas depende de tudo o que está embaixo: se o dado é ruim, se a integração é frágil ou se ninguém sabe quem autorizou o quê, o problema aparece na operação.

Como trabalhamos: Assess, Prepare, Build e Scale
Os pontos de entrada são diferentes; a direção é a mesma.

- Assess: avaliar arquitetura, sistemas, dados, processos, segurança e governança. Identificar barreiras, oportunidades e prioridades.
- Prepare: preparar integrações, dados, sistemas, identidade, segurança e arquitetura. Construir a fundação que o agente precisa.
- Build: implementar agentes em processos e operações reais. Integrar a IA ao ambiente corporativo.
- Scale: ampliar o uso com observabilidade, segurança, governança e controle.
As capacidades que sustentam o Agentic Readiness
Agentic Readiness é onde atuamos. Estas são as capacidades que usamos para resolver desafios tecnológicos diferentes dentro de cada organização:
- Agentic AI: agentes, multiagentes, Copilot, human-in-the-loop e governança de agentes (Agents de IA).
- Programa de Adoção Segura de IA: capacitação, políticas de uso, governança, segurança, casos de uso e adoção responsável.
- Engenharia Digital: modernização, sistemas, APIs, integrações e cloud (Cloud).
- Dados & Analytics: engenharia de dados, analytics, MLOps e dados operacionais (Dados).
- IA Aplicada: machine learning, visão computacional, predição e GenAI (IA Multimodal).
- Automação: Power Platform, RPA e workflows (Modern Work).
- AMS & Sustentação: operação, evolução, observabilidade e dívida técnica (Outsourcing).
O impacto esperado não é tecnológico
O valor da tecnologia aparece quando ela aumenta a capacidade de execução da organização.

- Crescimento: mais capacidade operacional, resposta mais rápida ao negócio e escala sem crescer a estrutura na mesma proporção.
- Eficiência: menos esforço manual, menos retrabalho, processos automatizados e custo menor de operação e sustentação.
- Inovação: capacidades e processos novos, novas experiências e IA aplicada a problemas reais da operação.
- Estabilidade: arquitetura mais sustentável, mais observabilidade, menos dependência do que só uma pessoa sabe e segurança e governança desde a arquitetura.
Agentic Readiness na prática: cases por setor
Energia

Eletrobras Eletronuclear: migração de legados em COBOL. O desafio era modernizar aplicações críticas em COBOL/CSP, preservando as regras de negócio, reduzindo a dependência do mainframe e garantindo a continuidade operacional. Mapeamos as regras do legado, migramos aplicações e jobs para .NET, convertemos o DB2 para SQL Server e fizemos a reengenharia da arquitetura. Resultado: modernização sem interrupção da operação, regras de negócio preservadas, menor dependência do legado e uma plataforma preparada para evolução contínua.

Logística

Faixa de Domínio: visão computacional aplicada a ferrovias. Inspeções ferroviárias eram manuais e caras. Processamos vídeos e imagens para detectar pessoas e objetos próximos aos trilhos, gerando alertas inteligentes para prevenir incidentes e monitorar trilhos e áreas críticas de forma contínua. Conheça o case Faixa de Domínio.

VLI: IA aplicada à consulta de documentos regulatórios. O acesso aos regulamentos era lento e o treinamento operacional, longo. Criamos uma IA treinada nos documentos regulatórios, com respostas imediatas e centralizadas no Teams e no WhatsApp. O resultado foi redução significativa do tempo de aprendizado, operações mais seguras e padronizadas e acesso rápido e confiável à informação crítica.

VLI: otimização de compras com TCO em S&OP. Desenvolvemos um modelo de análise de TCO (custo total de propriedade) integrado ao S&OP (planejamento de vendas e operações) para apoiar decisões de compra e orçamentação: consolidação automatizada de cotações, cálculo de TCO com preço, frete, impostos e lead time, dashboard executivo e simulação de cenários. Os números: redução média de 8,7% no TCO em categorias críticas, 22% mais acurácia nos orçamentos de propostas comerciais, 35% menos tempo de análise de cotações, 18% menos compras emergenciais e visibilidade sobre os drivers de custo (frete e impostos chegam a 27% do total).

VLI: Sistema Integrado de Operações (SIOP). A operação dos terminais dependia de uma solução de mercado cara, pouco flexível e de evolução lenta. Construímos uma plataforma única para a gestão dos terminais logísticos, com squad dedicada: 7 terminais integrados entre 2020 e 2024 e mais de 60.000 horas de engenharia aplicadas. Conheça o case SIOP.

VLI: Portal de Expedição. Um portal único para entrada, geração e gestão de expedições ferroviárias, com integração direta à SEFAZ (NF-e e CT-e) e geração automática de expedições a partir de e-mail. Já são mais de 4,3 milhões de expedições geradas e mais de 8,3 milhões de vagões carregados. Conheça o case Portal de Expedição.

Motz: outsourcing como extensão do time. Empresa de logística da Votorantim Cimentos, com faturamento próximo de R$ 2 bilhões e operação fortemente dependente de tecnologia, a Motz precisava sustentar a operação e, ao mesmo tempo, entregar novas funcionalidades. Alocamos de forma contínua desenvolvedores, arquitetos de soluções e analistas de dados; hoje o time é majoritariamente formado por profissionais Ivory, com continuidade, escala e qualidade nas entregas.

Motz: Torre de Controle. Concebida no Ivory Lab, a iniciativa começou como um laboratório para monitorar motoristas, com dados operacionais espalhados em vários sistemas. Reaproveitamos as coordenadas já capturadas e criamos comunicação em tempo real com o portal, em arquitetura própria, sem ferramentas de terceiros nem lock-in e pronta para o motor de ofertas. O resultado são KPIs confiáveis, previsibilidade operacional e decisões mais rápidas.
Detecção de fachada: visão computacional aplicada a entregas. A validação das fotos de fachada nas entregas de marketplaces era manual e pouco escalável. Um modelo de IA detecta e classifica fachadas e categoriza imóveis brasileiros, reduzindo fotos inválidas, aumentando a conformidade dos entregadores e diminuindo multas contratuais.

Mineração

Monitoramento de tráfego humano em áreas restritas. Em áreas industriais e de mineração, o acesso não autorizado a zonas restritas é risco de acidente. Detectamos pessoas por visão computacional, com classificação automática de conformidade por zona e registro de eventos, identificando intrusões em tempo quase real e criando a base para monitoramento contínuo e alertas inteligentes.

Vale: Diário de Bordo. A coleta de registros em campo era descentralizada e manual. Estruturamos uma plataforma única com SharePoint, Power Apps online e offline e integração com o SAP: gestão operacional previsível, dados confiáveis em tempo real e menos retrabalho. Conheça o case Diário de Bordo.
Walm Engenharia: Logisoil 2.0. Análises geotécnicas lentas e manuais ganharam integrações entre fontes de dados, simulações avançadas e leitura automatizada, com decisões mais rápidas e mais segurança operacional. Conheça o case Logisoil 2.0.
Walm Engenharia: inspeção com IA. Um aplicativo offline-first com IA transforma voz em texto (Azure AI e dicionário offline próprio com Vosk), organiza áudio, imagem e texto e gera relatórios automaticamente, com sincronização com o sistema web mesmo depois do uso offline.

Lundin Mining: sustentação de aplicações, dados e IA. Operação de Application Management Services (AMS) com atendimento N1, N2 e N3, integrada ao ServiceNow, com gestão de SLA, backlog e incidentes e dashboard executivo, sobre Power Platform, Microsoft 365, SQL Server, ChatGPT Enterprise e Claude. Na operação, foram mais de 1.800 chamados gerenciados e mais de 1.650 resolvidos, 94% dentro do SLA, 72% resolvidos no primeiro atendimento, 31% menos tempo médio de resolução e satisfação dos usuários de 4,6 de 5.

Indústria

Unilever: Digital CD. Pedidos em vários formatos geravam retrabalho e inconsistência. Uma solução de leitura automática padronizou a entrada para toda a operação: 600 vendedores ativos, 10 formatos convertidos automaticamente e 2.800 pedidos processados com consistência. Conheça o case Digital CD.
Consolidação de dados após fusões e aquisições. Dados de produção e finanças estavam fragmentados entre plantas. Criamos um MVP de consolidação, estruturamos uma arquitetura moderna de dados e apoiamos a implantação de um ERP único: consolidação em menos de um dia e visão unificada da operação industrial.
Onde começar
Agentic Readiness não pede uma transformação completa como primeiro passo. Dá para começar por:

- um sistema crítico;
- um processo operacional;
- uma arquitetura que precisa evoluir;
- um legado que trava integração;
- um domínio de dados;
- um caso de IA pronto para avançar;
- uma operação com espaço para agentes;
- uma iniciativa de agentes presa no piloto.
Comece em uma parte relevante da operação. Mostre resultado. Evolua com base em evidência.
Quer saber por onde começar na sua empresa? Fale com a Ivory.



