Logo Ivory

Categorias

PaaS: o que é, exemplos, vantagens e desvantagens

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp

O processo de desenvolvimento de software é um fator fundamental para o sucesso — ou não — do produto final. Leia o texto e descubra como funciona e quais as principais etapas do processo de desenvolvimento de software!

Você sabe o que significa a sigla PaaS? Cada vez mais demandada pelo mercado de TI, as plataformas como serviço oferecem diversos recursos que facilitam e aceleram o desenvolvimento de software.

Neste texto você vai descobrir:

O que é PaaS?

PaaS é uma sigla em inglês que significa “Platform as a Service”, ou plataforma como serviço. Esse é um modelo baseado em cloud computing que oferece para os usuários, através da internet, recursos de software e hardware necessários para o desenvolvimento de um site ou aplicativo, por exemplo.

Alguns dos recursos disponibilizados pelo PaaS são licenças de software, servidores, armazenamento, bancos de dados, equipamentos de rede, entre outros.

Além disso, a propriedade, a manutenção, a operação e a configuração de todos esses recursos são de responsabilidade do fornecedor de PaaS, não do usuário contratante. O usuário fornece apenas os dados e as aplicações que serão rodados na plataforma.

Dessa forma, o público-alvo do PaaS costuma ser os desenvolvedores, ou devs, sendo a simplicidade e a conveniência seus principais pontos de atração.

Quanto ao modelo de negócios, as plataformas como serviço costumam ser pagas por uso, tornando-as muito mais acessíveis do que investir você mesmo em uma infraestrutura completa para um único projeto. Contudo, é comum também encontrarmos fornecedores de PaaS cobrando uma mensalidade fixa para o uso da plataforma.

Por fim, vale destacar aqui que o PaaS é considerado um meio termo entre IaaS, ou infraestrutura como serviço, e SaaS, ou software como serviço. Vamos abordar em mais detalhes as diferenças entre esses modelos mais abaixo.

Vantagens PaaS

Existem diversas vantagens em se contratar uma plataforma como serviço. A principal delas é a facilidade de utilização e a economia de tempo para os desenvolvedores.

Ao utilizar uma plataforma como serviço, os devs deixam de se preocupar com gerenciamento e manutenção da infraestrutura, e podem ainda adotar novas tecnologias com muito mais rapidez.

Fornecedores de PaaS também estão oferecendo cada vez mais ferramentas para os devs, como marketplaces de APIs e ferramentas de DevOps e colaboração.

Além disso, com o PaaS se torna muito menos complexo criar e deletar recursos, como desenvolver um protótipo, ou MVP.

Por fim, contratando uma plataforma como serviço, você não precisa contratar para sua equipe um administrador de sistemas, cujos salários podem representar um custo elevado para sua empresa.

Desvantagens PaaS

A grande desvantagem de contratar uma plataforma como serviço é um menor controle sobre a infraestrutura necessária para a implementação do site, software ou aplicativo. Afinal, os recursos por trás dos “bastidores” do desenvolvimento de software ficarão à cargo do fornecedor de PaaS.

Contudo, alguns acreditam que isso pode até ser um ponto positivo para o PaaS. Isso porque nem todos os desenvolvedores conseguem, ou querem necessariamente, mexer em componentes relacionados à infraestrutura de software.

Outra desvantagem de utilizar um PaaS é que, caso você queira migrar de um fornecedor para outro, você pode enfrentar algumas dificuldades técnicas. A expressão utilizada para isso é “vendor lock-in”, que pode ser traduzida livremente como “trava de fornecedor”.

Por isso, é recomendado escolher com cuidado o seu fornecedor de PaaS e evitar ao máximo possíveis migrações futuras. Mas não se preocupe: é possível contornar esse problema de migração utilizando uma framework open-source, como Cloud Foundry.

Assim, você poderá migrar com facilidade para outro fornecedor, bastando que ele também utilize a Cloud Foundry como framework.

Por fim, a última desvantagem do PaaS está relacionada à performance em escala. No caso de um lançamento de aplicativo para um público grande, a performance da aplicação certamente não será tão boa quanto seria caso o desenvolvedor utilizasse um servidor dedicado, por exemplo.

Qual a diferença entre SaaS, PaaS e IaaS?

SaaS

O SaaS, ou Software as a Service, é um pouco mais fácil de entender: são apenas programas que você não precisa instalar na sua máquina para utilizar. Além disso, as atualizações das aplicações em SaaS são feitas automaticamente pela internet, evitando dores de cabeça e perda de tempo para os usuários finais.

Dessa forma, aplicações em SaaS são muito menos restritas e burocráticas, uma vez que oferecem a possibilidade de acessar os programas em diferentes máquinas, a qualquer hora e em qualquer lugar, bastando para isso acesso à internet.

No geral, o modelo de negócios do SaaS envolve mensalidades: ou seja, para utilizar o serviço, é preciso pagar periodicamente. Isso difere bastante do modelo antigo, em que você pagava para uma licença única e que fornecia acesso irrestrito ao software.

Um exemplo disso é a Netflix: enquanto antigamente você precisava comprar ou alugar um DVD (VHS para pessoas mais old school), hoje você paga uma mensalidade para ter acesso a uma biblioteca completa, que ainda por cima é atualizada periodicamente com novos lançamentos.

IaaS

A IaaS, ou infraestrutura como serviço, oferece recursos computacionais que os usuários podem acessar e configurar como quiserem. No geral, o público-alvo do IaaS são os administradores de sistemas, ou System Admins.

Assim, é como se os provedores de IaaS atuassem na “base da pirâmide”, facilitando o acesso a servidores, armazenamento, redes, sistemas operacionais, middleware, entre outras coisas, por meio da tecnologia de virtualização de recursos.

Nesse sentido, ele pode até se parecer um pouco com o PaaS, mas existe uma grande diferença: enquanto no IaaS os usuários têm certo grau de liberdade na configuração e manuseamento da infraestrutura, o mesmo não se aplica no PaaS.

Como falamos mais acima, as plataformas como serviço são bastante restritas quanto à personalização, sendo um ambiente mais voltado para desenvolver, testar e hospedar aplicativos com rapidez e facilidade.

Pensando em uma analogia simples, contratar um fornecedor de PaaS é como alugar um carro por um dia: você não se preocupa tanto com as especificações, a performance, a cor ou o modelo do carro, e sua única responsabilidade é pagar pelo combustível.

Contratar um serviço de IaaS, porém, é mais como alugar um carro por um ano. Nesse caso, você passa a se preocupar mais com a cor, o modelo e a performance do carro. E, além do combustível, você também se torna responsável por qualquer manutenção que seja necessária.

Quais são os principais exemplos de PaaS?

Pronto, agora que você já sabe o significado de PaaS, suas vantagens e desvantagens, bem como suas diferenças para IaaS e SaaS, vamos mostrar quais são os principais fornecedores de plataformas como serviço no mercado. Confira 10 exemplos de PaaS!

1) Microsoft Azure

2) Amazon Web Services (AWS)

3) Google App Engine

4) Oracle Cloud Platform (OCP)

5) Red Hat OpenShift PaaS

6) IBM Cloud Platform

7) Heroku

8) Mendix aPaaS

9) SAP Cloud Platform

10) Salesforce aPaaS

Exemplos de Paas que utilizam Cloud Foundry

O Cloud Foundry é open-source, facilitando bastante a migração entre fornecedores de plataformas como serviço que utilizam desse framework. Separamos então 8 exemplos de PaaS que utilizam Cloud Foundry. São elas:

1) IBM Cloud Platform

2) AppFog

3) VMware Tanzu

4) Cloud.gov

5) Atos Cloud Foundry

6) SAP Cloud Platform

7) SUSE Cloud Application Platform

8) Swisscom Application Cloud

E, assim, a gente encerra o nosso texto sobre plataformas como serviço!

Veja também

Fale com um consultor

Fale com um consultor