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Inovação disruptiva: conheça tecnologia disruptivas dos últimos anos

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A inovação disruptiva marca um ponto de ruptura no mercado capaz de substituir produtos ou serviços já existentes! Leia agora e entenda como ela está presente no dia a dia de todos.

Ser inovador é uma característica muito importante para empresas que desejam se destacar em seu mercado de atuação, independentemente do setor. Ao longo da história, nos deparamos com diversas ações que modificam antigos costumes e processos tradicionais, trazendo novas formas de agir e de pensar, seja nos âmbitos pessoais ou profissionais.

Nesse contexto, nos deparamos com a definição de inovação disruptiva, um termo que descreve a inovação tecnológica, produto ou serviço com características “disruptivas”, ou seja, que tem a capacidade de romper ou alterar os padrões adotados pelo mercado. Quer saber mais sobre a tecnologia disruptiva? É só continuar a leitura!

Neste texto será explorado:

  • O que é inovação disruptiva?
  • Fundamentos da inovação disruptiva;
  • Inovação disruptiva vs. inovação incremental;
  • Inovação disruptiva: exemplos.

O que é inovação disruptiva?

A inovação disruptiva foi criada por Clayton M. Christensen, um professor de administração da Universidade de Harvard, em uma pesquisa sobre a indústria do disco rígido. Alguns anos mais tarde, o termo foi popularizado e aprofundado em seu livro “O Dilema da Inovação”, publicado em 1997.

Podemos dizer que a inovação disruptiva, ou tecnologia disruptiva, é aquela que pretende produzir uma nova solução, capaz de substituir produtos ou serviços já existentes no mercado, de forma a romper paradigmas e criar novos hábitos de consumo. Geralmente essas novidades são percebidas pelos consumidores como mais acessíveis, simples e convenientes, fatores importantes para a sua popularização.

Na atualidade podemos citar diversas situações em que nichos do mercado, já defasados ou estagnados, foram surpreendidos com um novo produto ou ideia, redefinindo completamente a indústria e contemplando o conceito de inovação disruptiva.

Isso acontece pois, muitas vezes, empresas tradicionais focam apenas em melhorar os produtos ou serviços já oferecidos, deixando de lado a possibilidade de novas soluções. Dessa forma, diversas portas são abertas para organizações inovadoras, que aproveitam as oportunidades do mercado para criar novos negócios e revolucionar os hábitos dos consumidores.

Fundamentos da inovação disruptiva

Existem alguns fundamentos que caracterizam uma inovação disruptiva, ou seja, que quebram paradigmas e despertam novos comportamentos. Alguns exemplos que podemos citar são:

Modelo de negócio

Uma tecnologia disruptiva deve seguir padrões diferentes dos tradicionais. Isso porque, desenvolver um novo produto ou serviço que se comporta da mesma forma que as empresas líderes, não trará um rompimento no mercado.

O modelo de negócio resume a forma como a organização mobiliza seus recursos e gerencia seus relacionamentos para gerar valor. Sendo assim, se a solução não pretende alterar profundamente essa lógica de funcionamento, ela não será disruptiva.

Novos processos

Assim como o modelo de negócio, os processos que compõem a rotina da empresa também precisam ser melhorados. Por exemplo, no mercado atual é muito comum vermos a promoção de um atendimento mais humanizado por parte das empresas, esse fator é essencial para encantar os clientes e, consequentemente, moldar uma nova forma de consumir.

De nada adianta a criação de uma nova tecnologia se os processos que a acompanham permanecem burocratizados e geram uma experiência negativa, concorda?

Melhor experiência

Outro fundamento importante para a tecnologia disruptiva é a necessidade do novo produto oferecer melhorias óbvias ao consumidor. Por isso, para que seja capaz de alterar os padrões existentes, é importante que essa nova solução seja mais lógica, econômica, conveniente, acessível, prática, sustentável e muito mais.

Inovação disruptiva vs. inovação incremental

Sabemos que o conceito de inovação engloba diversos tipos e abordagens, portanto, além da inovação disruptiva, existe também a inovação incremental. Em um primeiro momento podemos pensar que são conceitos semelhantes, mas não são. Abaixo traremos alguns fatores que caracterizam as principais diferenças entre inovação disruptiva e incremental.

Conceito

O primeiro ponto está no próprio conceito de inovação disruptiva e incremental. Enquanto a primeira consiste em desenvolver algo novo, ou seja, que gere uma substituição de produto ou serviço no mercado, a segunda tem como objetivo implementar melhorias em um processo ou solução que já existe.

Um exemplo de inovação incremental é o caso das indústrias de smartphones. Apesar de serem lançados novos modelos, o mais comum é que, a cada ano, as grandes marcas lancem versões otimizadas de aparelhos já existentes. Nesse caso, mesmo existindo uma novidade, não há uma disrupção.

Investimento

Outro fator importante é o grau de investimento, que no caso da tecnologia disruptiva tende a ser maior, uma vez que é preciso partir do zero para criar algo novo. No caso da inovação incremental é possível aproveitar boa parte da solução ou processo já existente, concentrando o investimento apenas em aspectos pontuais e de melhoria.

É importante frisar que aqui não estamos falando apenas de recursos financeiros, mas também de tempo e mão de obra.

Risco

Assim como o investimento, o risco envolvido na inovação disruptiva é maior. Afinal, a criação de um produto ou serviço completamente novo gera incertezas a respeito da sua viabilidade e aceitação no mercado.

Mas toda inovação tem um certo grau de risco e, como bem sabemos, quanto maior o risco, maior o retorno. Portanto, quando uma inovação disruptiva gera bons resultados, ela tem potencial para gerar benefícios muito maiores do que uma inovação incremental.

Resultados

A inovação disruptiva gera resultados a longo prazo, podendo estar durante anos no mercado até ser realmente popularizada. Em contrapartida, a inovação incremental trabalha a curto prazo, uma vez que, além de já ter um público cativo e familiarizado com o produto, o tempo de produção é menor.

Inovação disruptiva: exemplos

Agora que você entendeu as principais diferenças entre inovação disruptiva e incremental, é hora de conhecer alguns exemplos de soluções que transformaram o mercado em que estão inseridas. Confira:

1. Netflix

Um dos maiores exemplos de inovação disruptiva bem-sucedida é o serviço de streaming e produtora cinematográfica Netflix. Poucos sabem disso, mas a empresa começou como fornecedora de DVD via correspondência, oferecendo um produto econômico e conveniente para um grupo específico de consumidores.

Após um certo tempo, a organização tomou a iniciativa de interromper seu próprio modelo de negócios e se arriscou no formato de mídia streaming. O movimento foi tão aceito pelo mercado, que conseguiu tirar de cena empresas grandes como a Blockbuster, por exemplo, antiga loja de locação de filmes, lançamentos e produtos audiovisuais.

2. Nubank

A Nubank veio para desafiar a estrutura bancária tradicional que, até então, dominava o mercado de serviços financeiros no Brasil. A necessidade de uma infraestrutura física do banco foi alterada para a possibilidade de um serviço 100% online.

Além de eliminar taxas e juros, o Nubank interrompeu o mercado removendo muitas das barreiras que os brasileiros enfrentam ao tentar obter crédito. Tendo como base 4 pilares essenciais, que são tecnologia, ciência de dados, design e experiência do cliente, o banco digital apresentou um novo padrão em serviços financeiros, fornecendo praticidade, acessibilidade e, principalmente, um atendimento de qualidade.

Por meio do aplicativo, o consumidor tem controle total sobre as suas finanças, podendo bloquear cartões, alterar limites de crédito, pagar contas e ter acesso a todas as suas despesas em tempo real.

3. Whatsapp

O Whatsapp também não fica para trás em se tratando de inovação disruptiva. O aplicativo surgiu como uma alternativa gratuita para o envio de SMS, sendo necessário apenas o acesso à internet.

Atualmente o Whatsapp é um dos principais meios de comunicação, fazendo parte da vida de grande parte das pessoas, que podem utilizá-lo tanto para demandas pessoais, quanto profissionais. Com o tempo a solução foi se expandindo, tornando-se também uma ferramenta extremamente útil para as organizações. Por meio do Whatsapp Business, empresas podem atender clientes, automatizar mensagens, informar entregas e muito mais.

4. Uber

O surgimento da Uber gerou bastante desconforto nas associações de taxistas. Isso porque, há um nível enorme de burocracia envolvendo os processos para se tornar um motorista de táxi, como, por exemplo, a realização de cursos específicos, veículos com características determinadas, certificações exigidas e inscrição no INSS.

A Uber veio como uma tecnologia disruptiva que transformou não só a vida dos profissionais autônomos, como dos passageiros. Além de solicitar menos requisitos, os trabalhadores possuem uma alternativa de trabalho mais versátil, acessível e com maior demanda de clientes. Da mesma maneira, os consumidores adquiriram uma nova possibilidade de locomoção, mais simples, econômica e prática.

Devido ao seu sucesso, não só outras empresas surgiram neste mercado, como a própria Uber tem inovado mais a cada dia. Atualmente existem versões como: Uber X, Uber Comfort, Uber Promo, Uber Black, Uber Select, Uber Flash e mais.

5. Spotify

O Spotify surgiu com a intenção de acabar com a necessidade de discos, CDs, pen drives e até mesmo do uso do Youtube para escutar músicas. Por meio do aplicativo, basta ter acesso à internet para criar playlists e ouvir músicas e podcasts em qualquer lugar.

A sua popularidade cresceu, principalmente, por oferecer um serviço gratuito, além de planos pagos que possuem mais funcionalidades e fornecem o uso do aplicativo sem a interrupção de comerciais. Essa inovação disruptiva veio para facilitar não só a vida dos consumidores, mas também dos criadores, que passaram a divulgar seu trabalho de forma muito mais acessível.

E então? Deu para entender melhor o que é inovação disruptiva e como ela está presente em nosso dia a dia? Vivemos um momento em que a troca de informações é extremamente facilitada, e, por isso, frequentemente nos deparamos com soluções no mercado que parecem ter surgido repentinamente, capazes de romper e alterar os hábitos de consumo.

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